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quarta-feira, 26 de março de 2014

Sem ver evolução no quadro, 'Dr. F-1' está pessimista com futuro de Schumi

Gary Hartstein, médico chefe da Fórmula 1 (Foto: Agência Getty Images) Diante da escassez de informações oficiais, a imprensa internacional tem sido tomada por especulações envolvendo o estado de saúde do ex-piloto Michael Schumacher. Em meio a uma onda de rumores sem embasamento científico, as análises do Dr. Gary Hartstein, médico-chefe da Fórmula 1 entre 2005 e 2012, são apontadas como as mais sérias e relevantes, principalmente por causa da longa experiência do americano na categoria. O "Dr. F-1", entretanto, não tem demonstrado otimismo em seus comentários mais recentes. Em seu blog, o médico afirmou que os fãs do alemão devem se preparar para "notícias muito ruins".
- Eu sempre soube que Michael era adorado. Passei anos em circuitos tomados pela cor vermelha de bonés, bandeiras e camisetas da Ferrari. Ainda estou sensibilizado pela persistência do amor de seus fãs para ele. E, enquanto ficava preocupado sobre o que vai acontecer quando, e se, as notícias muito ruins forem anunciadas, percebi que a falta de atualizações no quadro clínico também pode ser uma chance para começarmos a nos despedir dele. E acho que este é o "benefício" inesperado da estratégia de mídia escolhida pela família de Michael. De alguma forma, acho que os fãs vão ficar bem, porque eles estão tendo tempo para processar tudo isso - afirmou Hartstein.Antes de refletir sobre o lado "positivo" da falta de informações oficiais sobre o estado de Michael, que está internado em coma no Hospital de Grenoble, na França, desde o último dia 29 de dezembro, o "Dr. F-1" criticou a postura adotada pela assessoria do ex-piloto. Desde que o recordista de títulos da categoria sofreu o grave acidente de esqui, os boletins médicos têm se tornado cada vez mais raros. Para Gary, o sigilo em torno do caso estimula o surgimento de informações desconexas e boatos infundados. Apesar da falta de atualizações, o americano comentou sobre a possibilidade, amplamente explorada pela imprensa internacional, de o alemão permanecer em estado vegetativo pelo resto da vida.
- Os pacientes que estão em estado vegetativo permanente têm expectativa de vida que pode variar de meses a alguns anos. Isso depende das condições físicas (extraordinárias no caso de Michael, é claro), e da qualidade dos cuidados de enfermagem, entre outros fatores imponderáveis. Eles geralmente morrem de infecções respiratórias ou urinárias. Sobrevivências mais longas já foram relatadas, mas são excepcionais - explicou.
O último comunicado oficial da assessoria de Michael Schumacher foi emitido no dia 12 deste mês. De acordo com a porta-voz do ex-piloto, Sabine Kehm, ele apresentou sinais “encorajadores” durante o processo de despertar do coma. O boletim afirmou ainda que a família do alemão está confiante de que Schumi conseguirá acordar e finalmente sair do coma. A porta-voz do heptacampeão aproveitou para agradecer a energia emitida pelos fãs, e reforçou o pedido para que eles respeitem a privacidade da família.  

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