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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Corinthians e mais nada

 
As vezes não podemos escolher os detalhes do que sonhamos. Se queremos uma bicicleta, quando garoto, sonhamos apenas com ela.  Não importa a cor do banquinho, se são 10 ou 12 marchas. Quando desejamos, desejamos “a bicicleta”.
Ela pode vir embrulhada, desmontada, até em pedaços. Vindo, tudo certo.
As vezes demora, e quando demora é porque precisa demorar. Sonhos faceis não tem valor, conquistas rápidas são menos saborosas.
Nenhuma taça no mundo será tão deliciosa ao seu torcedor quanto a sonhada Libertadores do Corinthians. Se virá em 2012, não sei. Mas nunca esteve tão perto, e os motivos disso eu me arrisco dizer que sei.
Com tamanha demora e expectativa, pode tudo. Menos ser comum.
E mais do que “especial”, “brilhante”, “massacrante” ou “empolgante”, ela tem que ser “corintiana”.
Você sabe, como eu, como qualquer um que viu na televisão as imagens da torcida no final. Eles querem de uma forma que ninguém nunca quis. E buscam sem saber como, mas buscam, sem nunca ter atrelado sua paixão a esta condição.
Na final, possivelmente o Boca, o “papão” da Libertadores, aquele que todos temem. E se é pra exorcizar, que seja em grande estilo.
Não, nada de São Caetano, Libertad, Emelec. Me dê logo o Boca, pois se é pra escalar, que seja o Everest.
Nas finais de Libertadores, caprichosamente, foram o Sào Paulo de Rai, de Rogério. O Santos de Pelé e o Santos de Neymar. O Flamengo de Zico, o Grêmio de Paulo Nunes, o Palmeiras de São Marcos.
E agora lá está ele. Perfeito, como que encomendado, mais uma vez sendo único e diferente.
Ela é esperada demais pra ter um herói ou um nome que a acompanhe.
Não tem “o cara”, e não pode ter. Não tem um super técnico de grife, porque nenhum é digno de ser “o que veio para resolver”.  Pois se existe um clube que merece ganhar a Libertadores por si só, sem ouvir que foi o Time de não sei quem, este é o Corinthians.
Simplesmente porque não é possível ser maior do que a espera e a paixão desta torcida, que sempre soube esperar. Não pode ter um nome anexo a essa história.
É o São Paulo de Rogério, o Santos de Neymar, o Flamengo de Zico e o Corinthians… do Corinthians.
Aquele que a fiel adora. Sem “o cara”, mas com “a cara” da camisa que vestem.
(ESSE TEXTO FOI RETIRADO DO RICAPERRONE.COM.BR)

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